Com a sétima elevação seguida, a taxa básica de juros, a Selic, atingiu o maior patamar desde julho de 2006. O aumento, fruto da decisão tomada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BCB) no último dia 29, passou de 13,75% para 14,25% ao ano. Em comunicado à imprensa, o Comitê indicou que essa pode ter sido a última alta deste ano.

“É compreensível que o BCB queira debelar a inflação por meio do aumento dos juros, porém esse é um instrumento que traz severas consequências para toda a economia. Neste momento é necessário investir mais, e o aumento surge como um obstáculo à retomada da atividade econômica. O custo social e econômico da Selic é muito grande”, avalia Guilherme Almeida, economista da Fecomércio MG.

O aumento da taxa básica de juros em meio à conjuntura frágil ocorreu na mesma semana em que a Secretaria do Tesouro Nacional divulgou os números das contas do governo: no primeiro semestre do ano, a gestão apresentou o pior resultado para o período desde o início da série histórica, em 1997. De janeiro a junho de 2015, o resultado foi um déficit primário de R$ 1,59 bilhão. Para o mesmo período do ano passado, as contas apresentaram um superávit de R$17,35 bilhões. O fraco desempenho das contas públicas tem sido afetado, principalmente, pela queda na arrecadação federal. “Apesar da alta de diversos tributos no início do ano, o baixo nível de atividade econômica e as desonerações efetuadas nos últimos anos influenciaram o resultado”, conclui Almeida.

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