Com a quinta queda consecutiva no volume de vendas, o varejo restrito recuou 0,4% em junho de 2015, frente a maio deste ano. Os dados apontados pela Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), também refletiram retração no acumulado no ano (-2,2%) e nos últimos 12 meses (-0,8%). Considerando o varejo ampliado, quando se inclui os agrupamentos “veículos e motos, partes e peças” e “material de construção”, as quedas são ainda maiores: -0,8% na comparação mensal, -6,4% no ano e -4,8% em 12 meses. “Os dados negativos para a renda no primeiro semestre – dada a alta taxa de inflação e a deterioração observada no mercado de trabalho – contribuíram para a queda na demanda das famílias, o que significa redução no volume de vendas”, explica o economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida.

No primeiro semestre, sete das dez atividades avaliadas tiveram retração, sendo as mais expressivas as observadas para os grupos “veículos e motos, partes e peças” (-15,6%), “móveis e eletrodomésticos” (-11,3%) e “livros, jornais, revistas e papelaria” (-8,3%). “Sucessivos aumentos dos juros acabam encarecendo o crédito. Dessa forma, produtos considerados duráveis, que dependem de condições de financiamento, acabam sentindo mais a pressão da conjuntura. Já para o caso dos livros, além da queda da renda, há o processo de substituição pelo meio eletrônico”, pontua o economista.

Encerraram os seis primeiros meses deste ano com resultado positivo os grupos “artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria” (5,2%), “equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação” (10,2%), e “outros artigos de uso pessoal e doméstico” (3,9%).

Postagens Recentes