Segundo o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), calculado pelo Banco Central do Brasil (BCB), a economia brasileira teve nova contração em agosto. Seguindo a tendência observada em cinco dos sete meses anteriores, a retração, em agosto, foi de 0,76%. O IBC-Br funciona como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), que é divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Essa nova queda demonstra que a economia ainda não apresentou sinais de melhora. A indústria, os serviços e o comércio continuam registrando quedas mensais”, comenta o economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida.

De acordo com o IBGE, a produção industrial recuou 1,2% em agosto, e o setor de serviços retraiu seu volume em 3,5%. Já em relação ao comércio, o cenário não foi diferente: as vendas foram 0,9% menores no mês, a maior queda para o período desde 2000. De acordo com Almeida, perdura no Brasil uma insegurança no âmbito político e econômico e as pessoas não arriscam fazer novos investimentos em um cenário de incertezas. Além disso, “com a deterioração dos indicadores de emprego e renda, a demanda está sendo cada vez menor, o que gera reflexos em toda a cadeia”, explica.

Até o mês de agosto, o IBC-Br apontou uma queda de 2,99% na atividade brasileira. Para 2015, as expectativas do mercado mostram uma redução de 2,97% no PIB e, no o próximo ano , espera-se uma diminuição de 1,20%, de acordo com o boletim Focus.

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