O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, na primeira semana de novembro, o indicador oficial da inflação do Brasil. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou o mês de outubro em 0,82%, o maior percentual para o mês desde 2002. No ano, o índice acumula alta de 8,52%, enquanto nos 12 meses o percentual soma 9,93%. De acordo com o economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida, em 2015 o grande vilão da inflação refere-se aos produtos administrados. “A gasolina, por exemplo, teve o maior impacto percentual na inflação de outubro e já acumula alta de 17,93% nos últimos 12 meses”, avalia. .

Conforme o IBGE, o grupo de transportes foi o que apresentou a maior alta no mês (1,72%), seguido pelos grupos de alimentação e bebidas (0,77%), habitação (0,75%), vestuário (0,67%), despesas pessoais (0,57%), saúde e cuidados pessoais (0,55%), artigos de residência (0,39%), comunicação (0,39%) e educação (0,10%). Entre esses grupos, os itens com maiores altas foram combustíveis, passagens aéreas, alimentação fora de casa, energia elétrica e botijão de gás. “Essa persistência da inflação em altos patamares, mesmo com o instrumento de juros utilizado pelo Banco Central, indica que a situação é mais complicada do que se imagina. Há um cenário em que diversas variáveis emperram o arrefecimento da inflação e, atualmente, já se fala em um quadro de dominância fiscal”, comenta o economista.

Para Belo Horizonte, o levantamento apontou para uma evolução do IPCA em outubro de 0,62%, tendo no ano e em 12 meses, acumulado 7,69% e 8,61%, respectivamente.

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