O Natal de 2015 promete ser de lembrancinhas para os mineiros e de cautela para o comércio varejista. Segundo pesquisas realizadas pela área de Estudos Econômicos da Fecomércio MG, que ouviu consumidores e empresários de Belo Horizonte, o ticket médio dos presentes não deve ultrapassar o valor de R$100, na opinião de 86,3% dos clientes, sendo que 57,7% deles afirmaram que gastarão até R$ 50. No entanto, mesmo com o orçamento apertado para os papais noeis, o apelo emocional da data servirá de estímulo às compras.

Segundo a expectativa varejo, a opção por lembrancinhas – presentes com valor mais barato – estará entre as pretensões de compra do consumidor, conforme a opinião de 23,6% dos empresários entrevistados, ficando atrás, apenas, da preferência por roupas, citada por 29,6%. No ano passado, o segundo lugar foi ocupado pelos smartphones. “O consumidor adequará o seu comportamento de compra à nova realidade econômica, optando pela aquisição de poucos presentes, e de menor valor”, afirma a estatística da Fecomércio MG Elisa Castro.

O estudo realizado com o consumidor aponta que as pessoas assumirão um comportamento de cautela nas compras de Natal. A maior parte dos entrevistados, 76,2%, planejará suas compras, aproveitando promoções (60%) e preços baixos (32,4%). Entre os entrevistados, 65,6% afirmaram que não pretendem gastar um valor superior ao gasto no ano passado com as compras e presenteará, principalmente, familiares (57,8%) e amigos (5,7%). O número de pessoas que não dará presentes na data comemorativa cresceu 10,7 pontos percentuais (p.p.), passando de 21,5% em 2014 para 32,2% em 2015.

A alteração na postura do consumidor é resultado do clima de incertezas frente à economia. O levantamento mostra que o índice de confiança no emprego para 2016 ficou em 62,5%, 20,3 p.p. a menos do que o registrado em 2014. Há também uma inversão de comportamento no que se refere à utilização do 13º salário, que será destinado, neste ano, por 34,6% dos entrevistados para o pagamento de dívida, e para fazer compras de Natal, como declarado por 19,4%.

Empresários estão pessimistas para o último trimestre

Empresários do comércio varejista esperam um resultado de vendas pior que o do Natal de 2014, conforme 41,8% dos gestores entrevistados pela Fecomércio MG. Eles apontam entre os principais motivos para esse cenário o endividamento do consumidor (40,8%), os preços elevados (25,1%) e o fraco desempenho do setor (14,2%). “A maior parte dos entrevistados (43,6%) espera registrar um resultado pior no último trimestre, em comparação com 2014, seguindo a tendência registrada ao longo do ano”, revela Elisa.

Segundo a opinião dos empresários, os consumidores priorizarão no momento das compras o preço praticado (49,8%), o atendimento diferenciado (21,9%) e os prazos de pagamento (9,8%). Os entrevistados acreditam que a maior parte dos consumidores (82,1%) optará por compras parceladas e 14,7% pelo pagamento à vista.

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