O Carnaval de rua de Belo Horizonte vem conquistando moradores e turistas, e se consolidando como uma boa opção de entretenimento para quem deseja curtir a folia. E a proximidade da data agita não apenas os foliões, como também os empresários. Segundo a Análise do Comércio Varejista, desenvolvida pela área de Estudos Econômicos da Fecomércio MG, os empresários estão animados com as oportunidades proporcionadas pelo período: 29,9% confiam em um crescimento das vendas.

O estudo realizado com o comércio varejista de BH mostra que 27,4% dos entrevistados acreditam no impacto positivo da festividade para o negócio, devido, principalmente, ao aumento do movimento nas lojas (69,3%) e a chegada de turistas na cidade (26,1%). “O Carnaval é uma festa democrática que estimula o consumo de itens de diferentes segmentos dentro do comércio“, avalia Elisa Castro, estatística da Fecomércio MG. Ela destaca que 69,8% dos empresários estão investindo em ações promocionais para incrementar as vendas no feriado.

A Análise do Comércio aponta também que 35,9% dos empresários, mesmo com o cenário econômico desfavorável, espera melhorar o faturamento no mês de janeiro; 65,8% farão liquidações para estimular o consumo. Além disso, 86,7% dos gestores planejam manter sua equipe.

Natal  “salvou” o caixa em dezembro

Mesmo com a redução dos gastos com as compras de final de ano, o Natal foi positivo para o comércio se estabilizar após a sequência de resultados negativos ao longo do ano de 2015. Para 56,5% dos empresários, o faturamento com as vendas de dezembro foi melhor ou igual ao registrado no mês anterior – a melhor avaliação dos últimos seis meses. Mesmo positivo, o resultado ficou 34,7 pontos percentuais (p.p.) abaixo da expectativa dos empresários. “Ao longo de todo o ano, os gestores enfrentaram os efeitos da recessão econômica do país e isso impactou o consumo das famílias, que reduziram os gastos com as compras de fim de ano”, comenta Elisa Castro.

Entre os setores de melhor desempenho no varejo de BH estão o de veículos, motocicletas, partes e peças (45,3%), o de artigos de uso pessoal e doméstico (44,1%) e o de tecidos, vestuários e calçados (39,3%).

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