O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o indicador oficial da inflação para o primeiro mês de 2016. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou 1,27% em janeiro, o maior percentual para o mês desde 2003. Segundo o economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida, os grupos que mais impactaram o indicador foram “alimentação e bebidas” e “transportes”. “Em janeiro, tivemos o reajuste nas tarifas dos transportes públicos em algumas cidades, o que gerou uma pressão sobre o IPCA. Já para o grupo de alimentos, as elevações dos custos aos produtores e as condições climáticas contribuíram para a alta expressiva”, avalia.

Conforme o IBGE, a variação do grupo de alimentos (2,28%) foi a mais elevada para o mês desde o início do Plano Real, em 1995. Os custos aos produtores foram impactados, principalmente pela desvalorização cambial, pelo reajuste e criação de novos pedágios e pela alta do diesel. Além dos grupos mencionados, tiveram alta os itens ligados a “despesas pessoais” (1,19%), “habitação” e “saúde e cuidados pessoais” (0,81%), “artigos de residência” (0,45%), “educação” (0,31%) e “comunicação” (0,22%). Almeida ressalta que o aumento sofrido em alguns itens pode ser fruto de repasses de custos passados, ou seja, tratam-se de componentes indexados.

Em Belo Horizonte, o IPCA fechou o mês em 1,19%.

Acesse a pesquisa completa do IBGE por meio deste link.

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