Neste mês foram divulgados os números do mercado de trabalho nacional e das regionais em 2015. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADc), realizada em cerca de 3.500 municípios, apontou para uma taxa média de desemprego de 8,5% no ano passado. Trata-se do maior indicador da série histórica, iniciada em 2012. No quarto trimestre do ano, a taxa chegou a 9%. “Em 2015 houve a escalada do desemprego, devido, principalmente, à queda na atividade econômica. Olhando para os indicadores do último trimestre do ano, não houve arrefecimento da taxa de desemprego, ainda que esse período seja marcado por contratações temporárias, principalmente no comércio”, avalia o economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida.

A população desocupada chegou a 9,1 milhões de pessoas nos últimos três meses de 2015, número 41% superior ao observado no mesmo trimestre de 2014. Além disso, o rendimento médio real dos trabalhadores recuou 2% na comparação anual. “A deterioração dos indicadores do mercado de trabalho foi constantemente observada durante todo o ano de 2015. O cenário recessivo alimentou o desemprego; a queda no consumo das famílias e nos investimentos contribuiu muito para o aumento do indicador”, aponta Almeida.

Em Minas Gerais e na capital, o desemprego atingiu 9,3% no último trimestre de 2015. O economista aponta que o aumento desse indicador contribui para o crescimento da informalidade e a redução do poder de compra das famílias, com influência em todo o comércio.

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