O segundo semestre de 2016 será melhor que o primeiro para o comércio varejista. Pelo menos é o que estimam os empresários de Belo Horizonte que participaram da pesquisa Expectativa de Vendas, realizada pela área de Estudos Econômicos da Fecomércio MG. Para 55% deles, haverá uma expansão dos negócios, principalmente em função de três datas comemorativas importantes (Natal, Dia dos Pais e Dia das Crianças), eventos como Black Friday e Cyber Monday, que impactam muito o comércio eletrônico, e de uma recuperação, embora ainda pequena, da economia brasileira.

O economista da entidade, Guilherme Almeida, observa que, tradicionalmente, os últimos seis meses do ano são mais aquecidos, com intensificação da atividade econômica e injeção de renda no mercado, devido ao aumento de empregos e o pagamento do 13º salário. “Os indicadores do país ainda não apresentaram melhora. No entanto, existe a esperança de que essa retomada aconteça a partir de agora, o que gera um otimismo maior entre os empresários do comércio varejista”, argumenta. Conforme o estudo, 56,3% estão otimistas/esperançosos em relação ao novo cenário; 13,8% confiam no histórico de que o segundo semestre é naturalmente melhor; 6,7% apostam nas possíveis mudanças políticas, enquanto 5,9%, nas medidas do governo.

Na avaliação dos entrevistados, a crise econômica é justamente o principal fator que poderia atrapalhar as boas vendas (44,4%). Outros problemas seriam o endividamento do consumidor (17,7%), preços altos dos produtos (12,5%) e cautela por parte dos clientes (12,1%). Por isso, as estratégias para combater essas eventuais dificuldades já estão traçadas, sendo que as promoções e liquidações serão as armas de 48,5% dos empresários para atrair os compradores, além de descontos em produtos específicos (10,5%). Também serão realizadas ações de mídia/propaganda (13,8%).

Dessa forma, as vendas prometem finalmente ganhar fôlego, após um primeiro semestre considerado insatisfatório. O levantamento da Fecomércio MG mostra também que 66,1% das empresas tiveram resultados piores no 1º semestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. Em relação ao semestre imediatamente anterior, esse índice foi de 56,6%.

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