*Silvano Aragão, gerente executivo de Gente e Gestão da Fecomércio MG

Toda empresa nasce de um sonho ou de uma ideia, normalmente do empreendedor, que com muita ação e coragem o transforma em um negócio, traduzido em produtos e/ou serviços, mas que não necessariamente vai se transformar em um exemplo de sucesso. Mesmo em tempos de incerteza, milhares de empresas foram abertas neste ano. Muitas terão sucesso, outras infelizmente ficarão pelo caminho e, por uma série de motivos, empreendedores vão fracassar. Além das novas empresas, temos aquelas que já estão no mercado há muito tempo e já experimentaram muitos desafios, tendo em seu DNA a experiência de sobreviver em tempos de incerteza.

Independentemente da idade da empresa, os tempos são outros. Para quem quer crescer e tem um sonho grande para seu negócio, não existe mais espaço para ser “patrão”, pois esse só faz aquilo que gosta, coisas pequenas. Líder faz aquilo que a empresa precisa, ou seja, grandes realizações. Ser líder é diferente de ser dono, gerente ou chefe. Liderar é lidar com pessoas, recursos e processos. Um chefe pode ser nomeado em uma hierarquia, possuindo ou não as qualidades necessárias. Você pode ser um gerente e não conseguir ser o líder da equipe.

Um bom líder precisa de competências, conhecimentos, habilidades e atitude para fazer o que é certo. Para realizar grandes obras, precisa de integridade, honestidade, simplicidade, entusiasmo, empatia, autoconfiança, sensibilidade, humildade, imparcialidade, autoconhecimento e motivação. O líder precisa ouvir as pessoas e agir com senso de justiça. A presença de um líder é fundamental para o sucesso de qualquer negócio. Alguém precisa conduzir o grupo de onde está até onde deve se posicionar.

De acordo com Jack Welch, um líder não é alguém a quem foi dada uma coroa, mas a quem foi dada a responsabilidade de fazer sobressair o melhor que há nos outros. Welch foi eleito o CEO mais admirado dos últimos 20 anos pelos leitores da revista Chief Executive e o maior líder mundial da atualidade em uma pesquisa realizada pela revista Fast Company.

As empresas precisam de liderança, pois teremos mudanças cada vez mais significativas e com maior frequência, que serão impulsionadas pela força da tecnologia, da sociedade e da globalização. Com a entrada das novas gerações no mercado de trabalho, a concorrência vai mudar, os ingressantes lutarão com novas armas – na briga de Davi com Golias, Davi provavelmente vai ganhar muitas lutas. E-mail versus Correios, Instagram versus Kodak e Uber versus Táxi são alguns exemplos. O criador do Uber nunca dirigiu um táxi. Fundou a empresa a partir de uma necessidade que teve ao buscar o serviço e criou um novo espaço, uma nova forma de competir. Muitos negócios ainda serão abertos, com geração de mercados não imaginados, o que tornará a concorrência irrelevante. Seja protagonista das mudanças: para isso, sua empresa precisa estar em constante inovação para não ser atropelada pela moçada que está chegando no mercado de trabalho.

Eles conseguem facilmente na web informações sobre clientes, fornecedores e tendências de consumo, e por terem crescido no universo on-line, esses jovens são mais abertos a cooperar com os outros, a dividir e discutir ideias. Um deles pode estar dentro da sua empresa ou da sua equipe e ninguém te avisou, por isso é melhor tê-lo como colaborador do que como concorrente.

É preciso liberar a criatividade das pessoas dentro das empresas. O líder precisa estar presente de corpo e alma, atento a todos os detalhes. Ser autêntico, simples e determinado, filtrar as boas ideias e promover as mudanças necessárias, de ajustes e de inovação, principalmente nesses tempos de incerteza.

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