O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, na última semana, os indicadores do relatório Contas Nacionais Trimestrais. Houve uma nova retração do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no 3º trimestre e a atividade econômica encolheu 0,8% frente ao trimestre imediatamente anterior. Comparada ao mesmo período de 2015, a retração foi ainda maior: -2,9%.

“Conjunturalmente, fatores de desestímulo ao consumo ainda são observados e, em alguns pontos, se apresentaram piores nesse período, como é o caso do desemprego. Persiste no cenário a deterioração de indicadores ligados ao consumo, como a alta taxa de juros – que torna o crédito mais encarecido –, e a queda do emprego e da renda”, aponta o economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida.

Em relação ao 3º trimestre de 2015, o setor agropecuário, a indústria e os serviços apresentaram recuos de 6%, 2,9% e 2,2%, respectivamente. No quesito despesa, o consumo das famílias, os gastos do governo, os investimentos e as importações de bens e serviços recuaram 3,4%, 0,8%, 8,4% e 6,8%, nessa ordem. Por outro lado, as exportações expandiram 0,2%, resultado pautado, principalmente, pela desvalorização cambial.

O comércio teve recuo nas duas bases de comparação: -0,5%, frente ao 2º trimestre de 2016, e -4,4%, frente ao 3º trimestre do ano passado. Na avaliação do economista da Federação, a queda era esperada e, para reverter esse quadro, alguns indicadores precisam melhorar, especialmente o desemprego. “Temos um processo de diminuição da inflação em curso. Esse fato permite que o Banco Central (BC) flexibilize sua política monetária e reduza os juros. Dessa forma, temos dois fatores positivos que impactam o consumo familiar. Resta agora observar se os estímulos proporcionarão uma retomada do investimento e do emprego.”

Confira o relatório do IBGE na íntegra neste link.

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