Após resultados considerados positivos em fevereiro, os empresários do comércio varejista de Belo Horizonte apostam em outro bom desempenho do setor em março. Devido, principalmente, à melhoria do cenário econômico e à injeção de recursos do FGTS no mercado, quase 69% acreditam em uma expansão do faturamento, na comparação com o mês anterior. No mesmo período de 2016, apenas 34,8% estavam otimistas. Os números fazem parte da Análise do Comércio Varejista, pesquisa bimestral elaborada pela área de Estudos Econômicos da Fecomércio MG, com a finalidade de mensurar resultados e expectativas nos negócios.

O levantamento identificou que o segmento de móveis e eletrodomésticos é o que tem mais empresas com perspectivas favoráveis (87%). Em seguida: outros artigos de uso pessoal e doméstico (78,6%); tecido, vestuário e calçados (76,9%); e equipamentos e materiais para escritório, informática e de comunicação (76,5%). “Há otimismo para este mês, especialmente porque os saques das contas inativas do FGTS podem estimular o consumo em todos os segmentos do comércio varejista, inclusive de bens duráveis, muito impactado pela diminuição de renda das famílias”, pondera a analista de pesquisa da entidade, Elisa Castro.

Para atrair os clientes, mais da metade (51,7%) dos entrevistados programam liquidações e promoções. Em fevereiro, 56,6% utilizaram essa ação para tentar conquistar o consumidor e escoar os estoques. Esse foi um dos fatores que contribuíram para um bom volume de negócios no mês passado. O levantamento da Fecomércio MG mostrou que 59,1% dos estabelecimentos registraram vendas iguais ou superiores às de janeiro. Percentual maior que o apurado no mesmo período de 2016 (41,9%). “O crescimento foi impulsionado pela extensão da temporada de vendas para o volta às aulas, que fez com que 46,7% das lojas do setor de livros, jornais, revistas e papelaria tivessem vendas melhores”, destaca Elisa.

A atração de milhares de turistas para o Carnaval de Belo Horizonte foi outro ponto positivo. “Houve impacto em atividades específicas, principalmente ligadas a produtos alimentícios, vestuário e acessórios e artigos farmacêuticos”, completa Elisa. Nesse contexto, 85% dos empresários mantiveram o quadro de funcionários em fevereiro. Para março, quase 90% afirmaram que não alterariam o total de vagas, e 5,2% iriam ampliar a equipe.

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