O percentual de inadimplentes em Belo Horizonte recuou em maio, atingindo 27% da população, contra 28,2% apurados em abril. O índice refere-se ao número de famílias que possuem contas ou dívidas em atraso, contraídas com cheques pré-datados, cartões de crédito, carnês de lojas, empréstimos pessoais, aquisição de imóvel e prestações de carro e seguros. O resultado faz parte da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), elaborada pela Fecomércio MG, com base em dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O estudo revela outro dado positivo no período: o total de consumidores que não terão condições de quitar os compromissos financeiros vencidos até o próximo mês também registrou queda, ainda que pequena. Esse indicador passou de 11,6% para 11,4%. Em média, as dívidas estão atrasadas há seis dias. “A redução de famílias com contas em atraso é importante, porque mostra que, de alguma forma, as pessoas estão buscando solucionar esse problema. No entanto, ainda não é possível traçar uma tendência para a inadimplência, pois os resultados têm oscilado muito a cada mês”, analisa o economista da Federação, Guilherme Almeida.

Já o nível de endividamento na capital mineira – que retrata o comprometimento da renda com financiamentos, incluindo cartões e empréstimos – mantém uma trajetória de retração desde novembro do ano passado. Em maio, o índice chegou a 60,7%, contra 62,3% apurados em abril, o menor patamar registrado em 2018. No mesmo mês de 2017, o índice estava em 67,3%. De acordo com Almeida, esse desempenho também é observado nacionalmente. “A Peic indica uma desaceleração do ritmo de consumo, principalmente em função de incertezas tanto no cenário econômico quanto político. Com isso, as famílias preferem manter a cautela”, avalia.

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