No início do mês de dezembro, foi promovido o encontro da Câmara Brasileira de Comércio e Serviços Imobiliários (CBCSI), que contou com a presença de representantes do setor imobiliário. O evento, realizado na Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em Brasília, apontou e debateu os principais temas que têm impactado o segmento.

Coordenado por Pedro Wähmann, presidente do Secovi Rio, o encontro contou com a presença do diretor executivo de Habitação da Caixa Econômica Federal, Matheus Sinibaldi, que falou sobre a atuação da instituição financeira no ramo imobiliário e se mostrou otimista com as projeções para o próximo ano. “Com o controle da inflação e juros menores, o mercado aponta um cenário adequado à retomada de investimentos. O desemprego também vem diminuindo no setor imobiliário e de construção civil, o que aumenta o índice de confiança do consumidor”, explicou.

O diretor da Caixa destacou ainda que nos últimos anos, o setor imobiliário tem aquecido a economia e causado um impacto positivo no PIB brasileiro. “Nós geramos infraestrutura, oportunidades em construção civil e seguradoras, aquecimento da indústria e comércio de móveis e eletrodomésticos, e impactamos outros vários setores que se beneficiam, direta e indiretamente, da Caixa, sendo o principal player desse segmento no Brasil”, afirmou.

Ainda durante a reunião da CBCSI, a presidente do Sindicato da Habitação de Minas Gerais (Secovi MG), Cássia Ximenes, apresentou como as entidades sindicais podem angariar e manter associados, defendendo que o associativismo é o melhor caminho para os sindicatos imobiliários. “O associativismo e a representatividade significam desenvolvimento do nosso trabalho de maneira mais próxima aos associados, com canais de comunicação mais diretos”, afirmou.

Cássia ressaltou também que as entidades sindicais devem oferecer atrativos aos associados, citando como exemplo as universidades do mercado imobiliário, que oferecem uma série de cursos sobre o tema. “Além disso, nós devemos pensar estratégias para oferecer convênios, parcerias, certificações, congressos, palestras e outros produtos”, finalizou.

Acompanhamento legislativo

Ainda durante a reunião, foram apresentadas proposições que tramitam no Congresso Federal e interferem diretamente no segmento imobiliário. O vice-presidente da Fecomércio-RS e presidente do Secovi-RS, Moacyr Schukster, explicou que atualmente 131 proposições devem ser monitoradas pelo grupo e chamou a atenção para os projetos que vão prejudicar o setor caso sejam aprovados. “Há um projeto que propõe que o boleto referente às taxas de condomínio e outros encargos, como luz e água, contenha informações detalhadas sobre o que está sendo cobrado de cada unidade. É um projeto que apenas gera burocracia ao condomínio”, disse.

O coordenador da CBCSI, Pedro Wähmann, ressaltou que o frágil momento econômico do País exige que as proposições sejam pensadas para aquecer o mercado imobiliário. “A construção de novos imóveis significa multiplicação na economia em várias áreas, por isso, as leis devem ser feitas para impulsionar o segmento com praticidade”, concluiu.

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