Os dedos no teclado procuram por respostas. Na tela, duas palavras-chave dão indícios sobre o atual momento econômico: empréstimo e crédito. De acordo com o Google Trends, esses termos estiveram entre os cinco mais pesquisados do país, na categoria finanças, dos dias 14 de março a 14 de abril. A escolha se justifica: com o fechamento temporário de várias atividades empresariais, milhares de empreendedores buscam recursos para a sobrevivência de seus negócios.

Mas nem sempre é fácil tomar crédito junto ao sistema financeiro. Desde o início da crise causada pelo novo coronavírus (Covid-19), seis em cada dez empresários de pequenos negócios no Brasil tiveram pedidos de financiamento negados. O percentual faz parte de um levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Entre os principais motivos para a rejeição está o desconhecimento em relação às medidas excepcionais para o período.

Uma das alternativas para a captação de recursos, especialmente para micros e pequenas empresas (MPEs), são os bancos de desenvolvimento. Essas instituições oferecem crédito, normalmente, a juros inferiores aos praticados no mercado. No estado, o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) é o principal agente financiador das MPEs. Parceiro da Fecomércio MG, ele disponibilizará R$ 1,1 bilhão para financiar recursos aos pequenos e médios negócios afetados pela pandemia.

Fôlego para as empresas

O plano de ações envolve quatro eixos: (1) renegociação de dívidas de empresas com o banco; (2) redução de taxas de juros do programa BDMG Solidário, de 0,98% ao mês para a partir de 0,83% ao mês, com prazo de carência dobrado para as MPEs de todos os setores econômicos e cidades mineiras; (3) ampliação em R$ 100 milhões do limite de crédito via Fundo Garantidor para Investimentos (FGI), do BNDES; (4) agilização de processos para MPEs do setor da saúde.

As atividades turísticas também serão contempladas pela iniciativa pelo banco, não por acaso. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), só na segunda quinzena de março, o faturamento do setor retraiu 84%, registrando uma queda de R$ 11,96 bilhões em relação ao mesmo período de 2019. Diante desse cenário, o BDMG irá reduzir taxas e melhorar prazos para as MPEs dessa cadeia econômica, que inclui bares e restaurantes.

Operada com recursos do Fundo Geral do Turismo (Fungetur), a linha de crédito abaixou os juros de 0,57% ao mês (+INPC) para 0,41% ao mês (+INPC). O prazo de carência dobrou para um ano, com pagamento em até 48 meses. “A cadeia do turismo é uma das mais abrangentes do Estado, com 60 mil empresas. Por isso, estamos tornando ainda mais acessível e ágil a disponibilização de recursos neste momento de desafios”, assegura o presidente do BMDG, Sérgio Gusmão.

Como solicitar crédito

Antes de requerer o financiamento ao banco, o empresário deve tomar alguns cuidados. “Como em qualquer empréstimo, é preciso avaliar a real necessidade do crédito e buscar uma linha compatível com as necessidades de capital da empresa. Por isso, antes mesmo da aprovação do recurso, o empresário deve planejar o que vai para as demandas emergenciais e quanto será destinado às ações futuras”, recomenda o coordenador comercial da Fecomércio MG, Danilo Manna.

Os interessados nessas linhas de crédito podem entrar em contato com o banco, pelos canais de atendimento do BDMG, ou procurar um dos correspondentes da instituição, como a Fecomércio MG. “A Federação possui uma equipe preparada para atender o empresário, orientá-lo sobre a linha de crédito correta para o seu negócio e dar andamento ao pedido até a resposta do banco”, garante Manna.

Agende sua consulta com a equipe Comercial da Federação pelo telefone (31) 3270.3476 ou pelo e-mail comercial@fecomerciomg.org.br.

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