*** Maria Luiza Maia Oliveira – Presidente interina da Fecomércio MG

O novo coronavírus tem provocado mudanças globais, como a paralisação de inúmeras atividades econômicas no mundo. Os desdobramentos e impactos da pandemia em Minas Gerais não têm sido diferentes. Dados preliminares de um levantamento da Fecomércio MG apontam que 54,7% dos empresários no Estado defendem a retomada do funcionamento dos estabelecimentos em escala mínima.

A medida, por um lado, evitaria aglomerações e garantiria toda a segurança necessária para funcionários e clientes; por outro, reaqueceria a economia. A preocupação com a inatividade dos negócios se justifica: segundo 40% dos empresários entrevistados, a queda no faturamento na empresa já atinge de 80% e 100% da receita, o que afeta diretamente a manutenção dos empregos.

Então, o que fazer para reverter esse cenário? Sabemos que as medidas de profilaxia contra o vírus não podem e nem devem ser deixadas de lado, mas precisamos observar os impactos econômicos sobre milhares de empresas, em especial do comércio de bens, serviços e turismo em Minas. Sem a previsão de retomada, muitos negócios acumulam imensuráveis prejuízos financeiros dia após dia, que poderão comprometer sua sobrevivência futura.

A Fecomércio MG e os seus sindicatos empresariais vêm acompanhando com atenção e preocupação os desdobramentos do Covid-19 em Minas. As entidades têm mantido um diálogo permanente com o governo estadual, a fim de propor soluções que minimizem os efeitos da paralisação das atividades empresariais no Estado. Não por acaso, todas as iniciativas adotadas e defendidas pela Federação estão alinhadas com a retomada segura dos estabelecimentos em Minas Gerais.

Nessa linha, está o plano de ações do programa “Minas Consciente”, iniciativa do governo de Minas apoiada pela Fecomércio MG. Por meio de um site próprio, ele reunirá todas as instruções necessárias a empreendedores, prefeitos e população em geral para a retomada econômica segura e gradual no Estado. A iniciativa divide as atividades empresariais em grupos de menor e maior potencial de risco, de acordo com protocolos sanitários.

As medidas permitirão que determinados setores retornem ao exercício de suas atividades. Embora, neste primeiro momento, os protocolos tenham contemplado apenas uma parte dos segmentos paralisados, há grande expectativa que com o êxito dessa fase inicial seja autorizada a retomada ampla do Estado.

Enquanto isso, a Fecomércio MG e os sindicatos empresariais seguem propondo soluções econômicas, tributárias e trabalhistas ao setor terciário, além de linhas de crédito para abrandar os impactos já absorvidos pela iniciativa privada. Já no sentido de orientar o seu público e assegurar o cumprimento das normas vigentes, está sendo produzida uma série de materiais informativos exclusivos, que visam ajudar os empresários, sobretudo, em relação à MP 927/2020 e à MP 936/2020.

Neste momento adverso, de emergência mundial em saúde pública, temos uma causa em comum: colaborar para o combate ao novo coronavírus e seus efeitos sociais e econômicos. Assim o faremos, em conjunto com os sindicatos empresariais, o governo, nossos representados e a sociedade.

* Artigo publicado no jornal O Tempo

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