A Fecomércio MG tem acompanhado, com grande preocupação, o crescente número de casos de Covid-19 em Minas Gerais. A Federação entende que o momento exige união em favor da saúde da população e da manutenção da economia, condições fundamentais para a recuperação social e econômica de todo o Estado de Minas Gerais.

A entidade ressalta que apesar da flexibilização, ocorrida em vários municípios mineiros, muitas empresas ainda não conseguiram recuperar o fôlego financeiro e lutam, diariamente, para manter o funcionamento e a continuidade de suas atividades.

Como medida de contenção e preservação dos empregos, muitos empresários aderiram às diretrizes da Medida Provisória (MP) 936/2020, que permitiu a suspensão de contratos de trabalho pelo prazo de 60 dias. Logo, desde o dia 1° de junho de 2020, grande parte dos estabelecimentos empresariais não puderam mais se valer da suspensão, encontrando grandes dificuldades para preservar esses postos de trabalho. De acordo com a nova redação alterada e aprovada pelo Congresso Nacional, a prorrogação da suspensão e da redução de jornada e trabalho, não será automática, e, dependerá do Poder Executivo, fato que gera ainda mais insegurança no ambiente empresarial.

A Federação reforça que muitas empresas ainda aguardam para retomar suas atividades em Minas Gerais. Na avaliação da entidade, os empresários do comércio de bens, serviços e turismo temem que haja uma aceleração no índice de desemprego em todo o território mineiro, caso seja decretado lockdown (isolamento total) em algumas regiões do Estado.

A preocupação da Fecomércio MG encontra fundamento nos números divulgados pelo Ministério da Economia. Somente em Minas Gerais, 88.298 vagas foram extintas em todos os setores, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de maio.

Diante desse cenário, a entidade reforça que é preciso que todos fortaleçam o compromisso em zelar pela saúde, seguindo as orientações de prevenção, controle e mitigação do novo coronavírus (Covid-19). A Federação também confia que a situação possa ser restabelecida no menor tempo possível e ressalta a importância do diálogo constante entre o poder público e as entidades representativas dos setores empresariais no Estado. Só assim, com a união de todo o povo mineiro, será possível equilibrar as demandas sociais e econômicas, sem perder o controle em relação ao avanço da doença em Minas Gerais.

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