Pela segunda semana consecutiva, a Prefeitura de Belo Horizonte recuou no avanço da flexibilização do comércio e mantêm em funcionamento apenas as atividades empresariais autorizadas nas fases 1 e 2 liberadas, respectivamente, nos dias 25 de maio e 5 de junho. Diante desse cenário, a Fecomércio MG recebe com preocupação a notícia da não ampliação da reabertura por entender que o momento exige união em favor de um bem comum a toda sociedade: a saúde da população e a manutenção da economia, condições essenciais para a recuperação social e econômica de Minas Gerais.

A Federação continua confiando que a situação possa ser restabelecida no menor tempo possível, e ressalta a importância do constante diálogo entre a PBH e as entidades representativas dos segmentos empresariais que ainda não foram autorizados a funcionar. A Fecomércio MG destaca ainda que, por meio deste diálogo, será possível equilibrar as demandas da economia, sem perder o controle em relação ao avanço do novo coronavírus na capital.

Com o anúncio, feito na tarde desta sexta-feira (19/06) pelo prefeito Alexandre Kalil, continuam funcionando os estabelecimentos liberados na fase 1, que englobam as atividades dos salões de belezas, shoppings populares, papelarias, além de lojas de artigos domésticos, acessórios e peças de veículos. E também as atividades autorizadas na fase 2, que contemplou o comércio varejista e atacadista de artigos usados; artigos esportivos, de camping e afins; calçados; artigos de viagens; artigos de joalheiras; souvenirs, bijuterias e artesanatos; plantas, flores e artigos para animais (exceto comércio de animais vivos); bebidas (sem consumação no local); instrumentos musicais e acessórios; objetos de arte e decoração; e tabacaria, armamentos e lubrificantes.

Como norma em todas as liberações, os estabelecimentos contemplados devem respeitar protocolos sanitários, como o uso obrigatório de máscaras, a exposição de cartazes educativos e o respeito ao distanciamento social.

A Fecomércio MG ressalta que muitas empresas ainda aguardam para retomar suas atividades na capital mineira. Na avaliação da entidade, os empresários do comércio de bens, serviços e turismo temem que haja uma aceleração no índice de desemprego na cidade, caso a reativação da economia não continue.

Não por acaso, somente a capital mineira perdeu mais de 20 mil postos de trabalho formal, que somadas as perdas em Minas Gerais chegam a 88.298 vagas extintas em todos os setores, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de maio, divulgado pelo Ministério da Economia.

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