Fonte de renda de 61,2% da mão de obra formal de Belo Horizonte, o setor de comércio, serviços e turismo sabe o quão importante é a reabertura das atividades empresariais para milhares de cidadãos da capital mineira. Os segmentos que o representam somam 88,37% dos negócios na cidade, além de boa parte da arrecadação municipal. Mas, apesar disso, a Prefeitura de Belo Horizonte manteve em funcionamento, por mais uma semana, apenas os serviços essenciais.

O retorno à fase zero de flexibilização aconteceu no fim de junho, em função do crescente número de casos de Covid-19 na cidade e em seu entorno. Atenta aos desdobramentos dessa medida, a Fecomércio MG manifesta sua preocupação com os efeitos de um novo fechamento temporário de estabelecimentos na cidade. A Federação entende ser necessária a construção de um plano para que as empresas possam retomar suas atividades com segurança, salvando milhares de empregos.

A Federação sabe da importância da adoção das medidas de prevenção, controle e combate ao coronavírus. Não por acaso, desde o início da pandemia, tem divulgado massivamente aos empresários as medidas indispensáveis ao correto funcionamento do setor terciário neste período. Mas, para a entidade, o momento exige não só união pela saúde da população, mas também pela reativação das atividades empresariais, dois pilares para a recuperação da economia na capital.

Até o mês de maio, em função das medidas de isolamento social, a capital mineira perdeu mais de 35 mil empregos formais, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado em junho pelo Ministério da Economia. A Federação aponta que, neste cenário, mais de 20 mil empresas fecharam as suas portas em todo Estado, de acordo com a Junta Comercial de Minas Gerais (Jucemg). Assim, por um lado, muitos empresários temem que o índice de desemprego na capital acelere; por outro, milhares que ainda não conseguiram se recuperar financeiramente, sofreriam com as consequências da queda do poder de compra.

Ciente de que saídas para a crise precisam contemplar a todos, a Fecomércio MG defende a abertura de um diálogo multilateral, para que a busca por um novo normal conjugue medidas de saúde para não sobrecarregar o sistema e diversos formatos para a retomada gradativa e segura do comércio. A entidade sabe que só garantindo a manutenção da renda e das empresas, Belo Horizonte poderá assegurar condições mínimas para continuar no caminho do desenvolvimento.

Nesse sentido, o aprofundamento do diálogo entre a prefeitura e as entidades representativas dos setores empresariais é o melhor caminho para que, juntas, possam unir forças, analisar dados, reunir propostas e planejar com cautela e segurança a retomada da flexibilização do comércio na capital mineira. A Federação sempre esteve – e estará – aberta ao diálogo com a prefeitura, porque acredita que equilibrar as demandas sociais e econômicas, sem perder o controle em relação ao avanço do coronavírus em Belo Horizonte, é um dever de todos.

Postagens Recentes