Aos poucos, os empresários do comércio de Belo Horizonte deixam de lado as incertezas em relação à pandemia e retomam a confiança na economia. É o que aponta o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), que registrou alta de 13,5 pontos em setembro, atingindo 81,6 pontos, contra 68,1 pontos em agosto. O Icec é elaborado pela Fecomércio MG, com dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O resultado é o melhor do terceiro trimestre e aponta perspectivas positivas para a retomada econômica na capital, pois o indicador se aproxima da fronteira do otimismo (100 pontos). Não por acaso, o índice reflete as perspectivas em relação ao futuro da economia, do comércio e das empresas, antecedendo aos resultados nas lojas. O Icec serve ainda de referência para as decisões relativas ao desenvolvimento local, como investimentos e geração de novos empregos.

O economista-chefe da Fecomércio MG, Guilherme Almeida, avalia que os avanços na flexibilização das atividades empresariais contribuíram para o crescimento do índice. “Ainda temos um longo caminho a ser percorrido, mas sinais de melhora já despontam em meio às incertezas. A retomada de atividades não essenciais, como o comércio de rua, garante capital de giro para a manutenção dos negócios. Além disso, o acesso a recursos, como o auxílio emergencial, mesmo que em valores menores, deve assegurar condições mínimas de consumo até o fim do ano.”

Em setembro, todos os subindicadores do Icec expandiram de forma expressiva, o que contribuiu para a melhora da confiança do empresário. Entre os destaques está o Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (Icaec), que avançou 15,1 p.p., atingindo 51,1 pontos em setembro. Esse subindicador avalia a evolução das condições atuais da economia do país, do setor e das empresas, além do momento atual nos estabelecimentos. Nesse contexto, o otimismo do empresário cresceu, sobretudo, entre negócios com mais de 50 empregados.

O outro item que apresentou elevação no mesmo período foi o Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (Ieec), que sinaliza as impressões do setor em relação aos próximos meses. Esse subindicador atingiu 118 pontos, frente aos 103,9 pontos registrados em agosto. A confiança na melhora da economia brasileira (62,3%), na expansão do setor (68,2%) e no crescimento das vendas da própria loja (72,7%) contribuíram para esse resultado.

Já o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (Iiec) – que retrata os planos de melhoria na loja, de ampliação de estoques e do quadro de funcionários – atingiu 75,6 pontos em setembro. Entre os itens do subindicador, destaca-se o nível adequado dos estoques, fator apontado por 48,0% dos entrevistados. “Com a chegada do último trimestre do ano, que inclui datas comemorativas relevantes como o Dia das Crianças e o Natal, os empresários tendem a renovar os estoques, em busca de equilibrá-los para atender a demanda do período”, ressalta Almeida.

Para elaborar a pesquisa de setembro foram entrevistados mil empresários de Belo Horizonte nos últimos dez dias de agosto. A margem de erro da pesquisa é de 3,5%, enquanto o intervalo de confiança é de 95%.

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