A retomada das atividades empresariais, a prorrogação do auxílio emergencial e a proximidade das datas comemorativas do fim do ano contribuíram para a melhora na confiança do consumidor de Belo Horizonte. Pelo segundo mês consecutivo, a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) expandiu, atingindo 65,5 pontos percentuais (p.p.) em setembro, contra 61,5 p.p. em agosto. Apesar de ser o melhor resultado do terceiro trimestre, o indicador permanece no nível de insatisfação (abaixo de 100 pontos), fronteira que sinaliza o otimismo do consumidor.

Elaborado mensalmente pela Fecomércio MG, com dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a ICF é um indicador capaz de medir, com precisão, a avaliação que os consumidores fazem, mês a mês, sobre aspectos relacionados à condição de vida de sua família, como a capacidade e a qualidade de consumo atuais e de curto prazo, o nível de renda doméstico e a segurança no emprego.

A analista de pesquisa da Federação, Letícia Marrara, entende que a manutenção do funcionamento das atividades econômicas na capital contribuiu para o novo avanço do indicador. “As famílias estão mais confiantes diante deste novo cenário de flexibilização, mas com a pandemia ainda presente, é preciso cautela para não perder o controle das finanças. Por isso, as famílias devem investir seu tempo em um planejamento adequado dos gastos, principalmente devido à proximidade do fim do ano, que reúne eventos como a Black Friday e o Natal.”

Nesta avaliação, todos os subindicadores da ICF apresentaram crescimento: emprego atual (de 85,8 em agosto para 88,6); perspectiva profissional (74,9); renda atual (76,7); acesso ao crédito (68,1); nível de consumo (45,3); expectativa de consumo (76,6); e consumo de bens duráveis (28,5).

O indicador de renda atual se destacou em relação aos demais, avançando 5,9 p.p. em relação à última análise (70,8). Segundo Letícia, alguns fatores contribuíram para a melhora desse item. “A sensação de retomada da economia e do emprego, mesmo que ainda lenta e gradual, e a liberação de recursos financeiros extraordinários, como o saque emergencial do FGTS e a prorrogação do auxílio emergencial, cooperaram para que o consumidor vá às compras”, detalha.

Para elaborar a pesquisa de setembro, mil famílias residentes em Belo Horizonte foram entrevistadas nos últimos dez dias de agosto. A margem de erro da pesquisa é de 3,5% e o nível de confiança é de 95%.

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