A melhora do cenário macroeconômico, com a expectativa de recuperação do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, fez muitos consumidores da capital mineira vislumbrarem perspectivas profissionais mais positivas. Esse fator foi o principal responsável pela terceira alta consecutiva da Intenção de Consumo das Famílias (ICF), que expandiu 3,3 pontos percentuais (p.p.), alcançando 68,8 pontos em outubro. No entanto, o índice permanece no nível de insatisfação, ficando abaixo dos 100 pontos, fronteira que sinaliza o otimismo do consumidor.

Elaborado mensalmente pela Fecomércio MG, com dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a ICF é um indicador capaz de medir, com precisão, a avaliação que os consumidores fazem, mês a mês, sobre aspectos relacionados à condição de vida de sua família. Entre esses fatores estão a capacidade e a qualidade de consumo atuais e de curto prazo, o nível de renda doméstico e a segurança no emprego.

Nesta avaliação, o subitem perspectiva profissional saltou 9,0 pontos, alcançando 83,9 pontos em outubro. “A retomada das atividades e a proximidade do Natal provocam um efeito positivo na economia. Mesmo com cautela, os empresários apostam no segundo semestre para alavancar as vendas, e para isso, investem na contratação de temporários. Não por acaso, esse fator, somado à possibilidade de efetivação desses profissionais, contribuiu para a melhora desse subitem”, descreve a analista de pesquisa da Fecomércio MG, Letícia Marrara.

Outros itens que compõem a ICF também seguiram a tendência de crescimento. Entre eles estão: emprego atual (88,6 pontos em setembro para 93,0 em outubro), renda atual (76,7 para 80,2), acesso ao crédito (68,1 para 71,0), nível de consumo (45,3 para 47,3) e consumo de bens duráveis (28,5 para 30,9).

De acordo com a pesquisa, apenas o item que reflete a perspectiva de consumo registrou uma ligeira retração – de 1,1 pontos de setembro para outubro, atingindo 75,5 pontos. “Por ser um momento de incertezas, muitos consumidores têm optado por produtos e serviços essenciais, sem planejar compras para longo prazo. Para reverter esse quadro, o orçamento familiar precisa ser bem estruturado e adequado às necessidades de cada família”, pontua Letícia.

Para elaborar a pesquisa de outubro, foram entrevistadas mil famílias residentes em Belo Horizonte nos últimos dez dias de setembro. A margem de erro da pesquisa é de 3,5% e o nível de confiança é de 95%.

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