A Black Friday, a proximidade do Natal e o pagamento do 13º salário deixaram os consumidores de Belo Horizonte mais dispostos a comprar em novembro. É o que aponta a pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), que expandiu 2,1 pontos percentuais (p.p.), alcançando 70,9 pontos. A pesquisa é elaborada mensalmente pela Fecomércio MG, com dados coletados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

A analista de pesquisa da Fecomércio MG, Letícia Marrara, destaca que, apesar de ser o quinto mês consecutivo em elevação, o índice permanece no nível de insatisfação, ficando abaixo dos 100 pontos, fronteira que sinaliza o otimismo do consumidor. “A manutenção do funcionamento das atividades e a proximidade do Natal deixam as famílias mais confiantes, provocando um efeito positivo na economia. No entanto, com a pandemia ainda presente, é preciso ter cautela para não perder o controle das finanças.”

O crescimento do indicador foi influenciado pela melhora dos seguintes itens: emprego atual (93,0 em outubro para 97,1 em novembro); perspectiva profissional (83,9 para 93,8); renda atual (80,2 para 82,5); nível de consumo (47,3 para 48,6); e consumo de bens duráveis (30,9 para 31,5). Entretanto, dois subindicadores registraram retração na passagem de outubro para novembro: perspectiva de consumo (de 75,5 para 72,8) e acesso ao crédito (de 71,0 para 69,7).

De acordo com a pesquisa, o acesso ao crédito está mais difícil para 52,9% dos entrevistados, especialmente para compras a prazo. Essa percepção atinge principalmente as famílias com renda acima de 10 salários mínimos (78,7%). “A dificuldade de conseguir crédito pode refletir na perspectiva de consumo, já que 47,4% dos entrevistados avaliam que, nos próximos meses, irão consumir menos do que no ano passado”, ressalta Letícia.

A ICF é um indicador capaz de medir, com precisão, a avaliação que os consumidores fazem, mês a mês, sobre aspectos relacionados à condição de vida de sua família, como a capacidade e a qualidade de consumo atuais e de curto prazo, o nível de renda doméstico e a segurança no emprego. Para elaborar a pesquisa de novembro, mil famílias residentes em Belo Horizonte foram entrevistadas nos últimos dez dias de outubro. A margem de erro da pesquisa é de 3,5% e o nível de confiança é de 95%.

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