Seguindo a trajetória de expansão registrada desde o início do segundo semestre de 2020, os índices econômicos do comércio encerrarao ano em estabilidade na capital mineiraEssa é uma constatação de dois indicadores da Fecomércio MG. Em dezembro, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) alcançou 102,3 pontos, enquanto o Índice de Consumo das Famílias (ICF) expandiu 13,4 pontos nos últimos seis meses, atingindo 72,8 no mês passado. As análises foram elaboradas pela Federação, com dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). 

As pesquisas mensais mensuram fatores decisivos para o setor terciário. O Icec reflete as perspectivas em relação ao futuro da economia, do comércio e das empresas, antecedendo aos resultados nas lojas. Além de servir como referência para decisões relativas ao desenvolvimento local, ele subsidia os empresários em investimentos e na geração de novos empregos. Na avaliação atual, o indicador permanece acima da fronteira de satisfação (superior a 100 pontos). 

Por sua vez, o ICF é capaz de medir, com precisão, a avaliação que os consumidores fazem, mês a mês, sobre aspectos relacionados à condição de vida de sua família. Entre esses fatores estão a capacidade e a qualidade de consumo atuais e de curto prazo, o nível de renda doméstico e a segurança no emprego. No entanto, o índice permanece no nível de insatisfação, ficando abaixo dos 100 pontos, fronteira que sinaliza o otimismo do consumidor. 

Na avaliação de dezembro, o crescimento do ICF foi influenciado pela melhora de todos os itens que compõem o indicador: emprego atual (97,1 em novembro para 98,9 em dezembro); perspectiva profissional (93,8 para 99,3); renda atual (82,5 para 84,7); acesso ao crédito (69,7 para 72,7); nível de consumo (48,6 para 49,8); perspectiva de consumo (70,8 para 72,8); e consumo de bens duráveis (31,5 para 33,3). 

Empresários mais confiantes 

Entre os subíndices que compõem o Icec, apenas o Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (Icaec) – que avalia a evolução da conjuntura econômica do país, do setor e das empresas – avançou 5,2 pontos. Esse item saiu de 74,0 para 79,2 pontos em dezembro. 

Já o Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (Ieec), que sinaliza as impressões do setor em relação aos próximos meses, atingiu 137,6 pontos contra 139,8, registrado em novembro. A confiança no crescimento das vendas na própria loja (85,0%), na expansão do setor (82,2%) e na melhora da economia brasileira (75,8%) contribuíram para esse resultado. 

Por sua vez, o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (Iiec) – que retrata os planos de melhoria na loja, de ampliação de estoques e do quadro de funcionários – teve queda de 2,1 pontos, alcançando 90,1 em dezembro. O destaque, nesse subindicador, cabe aos 64,3% dos entrevistados que projetam ampliar o quadro de funcionários. 

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