Pelo quarto mês consecutivo, o percentual de inadimplentes em Belo Horizonte manteve sua trajetória de estabilidade, registrando 32,3% em janeiro. O índice se refere ao número de famílias que com contas ou dívidas em atraso. O dado integra a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), elaborada pela Fecomércio MG, com base em dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

A pesquisa apontou que o nível de endividamento das famílias oscilou de forma positiva na capital mineira. No mês de janeiro, o indicador registrou 67,7%, um crescimento de 0,6 ponto percentual (p.p.) em relação ao mês anterior (67,1%). Essa foi a primeira elevação do indicador desde julho de 2020. O percentual de consumidores que afirmaram não ter condições de quitar a dívida também apresentou estabilidade, assumindo o valor de 14,8% em janeiro.

De acordo com a análise, o cartão de crédito (81,3%) continua sendo a principal modalidade de dívida contraída. O índice dessa forma de pagamento aumenta entre as famílias com renda superior a dez salários mínimos (86,6%). Em seguida, aparecem modalidades como carnês (14,1%), financiamento de carro (11,2%), financiamento imobiliário (9,8%), cheque especial (9,1%), crédito consignado (6,5%) e crédito pessoal (5,2%).

Em Belo Horizonte, o endividamento representa até 50% da renda familiar em 75,2% dos casos. No entanto, atinge mais da metade do orçamento mensal para 22,5% dos entrevistados. Em média, o tempo médio de comprometimento da renda é de sete meses, mantendo-se estável em relação a dezembro de 2021.

A Peic retrata o nível de comprometimento da renda familiar com financiamento de imóveis, carros, empréstimos, cartões de crédito, lojas e cheques pré-datados, bem como a capacidade de pagamento dos consumidores em Belo Horizonte. Para elaborar a pesquisa de janeiro, foram entrevistadas mil famílias residentes na capital mineira. A margem de erro da Peic, realizada nos últimos dez dias de dezembro, é de 3,5%, e o nível de confiança é de 95%.

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