O comércio de Belo Horizonte iniciou o ano com medidas de restrições no funcionamento, com o intuito de conter a disseminação do novo coronavírus (Covid-19). Com isso, empresários e consumidores precisaram novamente se readaptar. O resultado desse período de fechamento pode ser constatado em dois indicadores de pesquisas realizadas pela Fecomércio MG. O primeiro deles, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), que registrou, em janeiro, a primeira queda, após seis altas consecutivas, atingindo 95,1 pontos. O segundo, pelo Índice de Confiança das Famílias (ICF), que registrou uma oscilação positiva, alcançando 73,9 pontos.

Elaboradas pela Federação, com dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), as pesquisas mensuram fatores decisivos para o setor terciário. O Icec reflete as perspectivas em relação ao futuro da economia, do comércio e das empresas, antecedendo aos resultados nas lojas. Além de servir como referência para decisões relativas ao desenvolvimento local, ele subsidia os empresários em investimentos e na geração de novos empregos.

Já o ICF é capaz de medir, com precisão, a avaliação que os consumidores fazem, mês a mês, sobre aspectos relacionados à condição de vida de sua família. Entre esses fatores estão a capacidade e a qualidade de consumo atuais e de curto prazo, o nível de renda doméstico e a segurança no emprego. No entanto, ambos os índices permanecem abaixo do nível de satisfação, ficando abaixo dos 100 pontos, fronteira que sinaliza o otimismo do empresário e do consumidor.

Na avaliação de janeiro, o crescimento do ICF foi influenciado pelos os itens que compõem o indicador: emprego atual (98,9 pontos em dezembro para 99,9 em janeiro); renda atual (84,7 para 84,9); acesso ao crédito (72,7 para 74,0); nível de consumo (49,8 para 51,9); perspectiva de consumo (70,8 para 74,1); e consumo de bens duráveis (33,3 para 36,6). O único subindicador que registrou queda na passagem de dezembro para janeiro foi de perspectiva profissional (de 99,3 para 96,0).

Fechamento do comércio impacta confiança do empresário

Em meio as medidas de restrição, estipuladas pela Prefeitura de Belo Horizonte, os subindicadores do Icec registram quedas, refletindo na confiança do empresário. O Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (Icaec) – que avalia a evolução da conjuntura econômica do país, do setor e das empresas – registrou 72,5 pontos, em janeiro, contra 79,2, em dezembro.

Já o Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (Ieec), que sinaliza as impressões do setor em relação aos próximos meses, queda de 11,5 p.p., atingindo 126,1 pontos. O outro subíndice que registrou retração foi o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (Iiec) – que retrata os planos de melhoria na loja, de ampliação de estoques e do quadro de funcionários. Ele atingiu 86,6 pontos, frente aos 90,1 do mês anterior.

Postagens Recentes