A presidente interina da Fecomércio MG, Maria Luiza Maia Oliveira, e a Diretoria da entidade se reuniram na manhã desta quarta-feira (14/04), com o governador Romeu Zema; o recém-empossado secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Fernando Passalio; e o secretário adjunto de Estado de Saúde, André Luiz Moreira dos Anjos. Durante o encontro foram debatidos temas como o avanço da pandemia em Minas Gerais, soluções econômicas e tributárias em andamento, a retomada de atividades empresariais e medidas que possam controlar as aglomerações no transporte público.

Segundo Maria Luiza, o comércio de bens, serviços e turismo é um dos setores mais impactados financeiramente pela pandemia de Covid-19. “Somos um dos setores que mais sofreram com os efeitos da crise e não conseguimos mais arcar com nossas obrigações financeiras. Precisamos de ajuda do poder público, em todas suas esferas viáveis, para a implementação imediata de medidas de socorro para a sobrevivência e a reativação econômica do nosso setor. Em um ano de crise, já assistimos a milhares de negócios serem fechados, empregos serem perdidos e empresários serem penalizados com a suspensão de suas operações.”

Em resposta aos questionamentos da Federação, o governador e os secretários destacam o intenso trabalho na busca por soluções e medidas que amenizem os impactos da pandemia em todos os setores econômicos mineiros. Entre os destaques estão a ampliação dos recursos do Banco do Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e o envio de uma proposta de Refis para débitos de ICMS à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), que ainda precisa apreciá-lo.

Durante a reunião, os representantes do governo de Minas também pontuaram que a volta das atividades empresariais, como o funcionamento das autoescolas, deve ocorrer de forma gradativa e ordenada, para que não haja uma expansão descontrolada da taxa de transmissão da doença e de ocupação de leitos. Ciente da importância de acelerar a imunização da população do estado, Romeu Zema explicou que existem estudos ligados à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e à Fundação Ezequiel Dias (Funed) para a ampliação do fornecimento de vacinas aos mineiros.

Um dos principais gargalos para evitar a aglomeração de pessoas, a ampliação do transporte público foi outro tema discutido na reunião. Segundo o governo, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade está desenvolvendo um estudo com medidas que possam contribuir para o controle do fluxo excessivo de passageiros no transporte público em Minas Gerais. Por fim, o governador ressaltou que a adoção da onda roxa foi uma medida extrema e essencial para controlar o avanço do Covid-19 e evitar o colapso do sistema de saúde.

O governo pontuou que, assim que os indicadores avançarem para níveis mais satisfatórios de controle da pandemia, novas macrorregiões seguirão para as demais ondas do programa Minas Consciente. O chefe do Poder Executivo mineiro reforçou, ainda, que dentro do programa os prefeitos possuem autonomia para definir as melhores estratégias e soluções para os munícipios. De acordo com Zema, eles são os gestores mais aptos para fazem essa avaliação.

Em nome da diretoria da Fecomércio MG, a presidente interina da entidade destacou a necessidade de que o governo estadual faça a revisão da onda roxa, possibilitando a retomada das atividades do setor terciário. Além disso, reafirmou o compromisso da Federação e dos Sindicatos Empresariais em colaborar com o governo de Minas Gerais para a construção de soluções que possam atenuar os impactos da pandemia, conciliando saúde e economia.

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