Celebrado este ano no dia 9 de maio, o Dia das Mães é a segunda melhor data comemorativa para o comércio varejista, só perdendo para o Natal. O período afeta positivamente 66,3% das empresas que compõem o setor em Minas Gerais. É o que mostra a pesquisa Expectativas do Comércio Varejista – Dia das Mães 2021, realizada pela área de Estudos Econômicos da Fecomércio MG.

Apesar de ser o segundo Dia das Mães durante a pandemia de Covid-19, a data neste ano promete ser mais promissora para o varejo nacional. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), R$ 12,12 bilhões devem ser movimentados no período, uma recuperação de 46,7%, contra uma retração de 33,1% em 2020. Em Minas Gerais, a expectativa é que a data gere R$ 1,13 bilhão em vendas neste ano.

O economista-chefe da Fecomércio MG, Guilherme Almeida, explica que o Dia das Mães se destaca pelo forte apelo emocional e comercial, gerando diversas oportunidades de negócios. “De acordo com a pesquisa, 23,2% apostam em uma melhora nas vendas para o período. Deste total, 79,2% dos empresários apostam no otimismo/esperança e no valor afetivo da data (4,2%) como fatores para potencializar o faturamento no período”, ressalta.

A maioria está receosa

No entanto, 58,5% dos empresários afirmaram que as vendas serão piores em comparação ao ano passado, devido à pandemia (92,6%), a crise econômica (34,7%) e à falta de dinheiro (5%). Em virtude disso, 76,5% dos empresários esperam que o consumidor gaste, em média, até R$100,00 com produtos relacionados ao Dia das Mães.

Apesar da cautela imposta pelo momento, 40,6% dos comerciantes deverão investir em promoções e liquidações e 36,2% irão apostar na divulgação para atrair o consumidor. “Na opinião dos empresários, as compras parceladas no cartão de crédito (52,4%) devem se sobressair em relação às demais no período, e, para 77,0% dos entrevistados, os consumidores irão realizar as compras na semana do Dia das Mães”, pontua o economista-chefe.

Entre os segmentos econômicos mais afetados no período, destacam-se: artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (72,2%); supermercados, hipermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (70,5%); livros, jornais, revistas e papelaria (70,0%); tecidos, vestuário e calçados (68,1%) e móveis e eletrodomésticos (66,7%).

A pesquisa foi realizada com 312 empresas de dez regiões de planejamento do estado (Alto Paranaíba, Central, Centro-Oeste, Jequitinhonha-Mucuri, Noroeste, Norte, Rio Doce, Sul de Minas, Triângulo e Zona da Mata) de forma a torná-la mais abrangente e completa. A margem de erro da análise, realizada entre 5 e 12 de abril, é de 5 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

“No período de apuração da pesquisa, boa parte do estado estava condicionado às restrições de funcionamento impostas pela onda roxa. Esse fato pode ter influenciado em alguns pontos relacionados na pesquisa,” reforça Almeida.

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