As famílias estão mais cautelosas em relação ao consumo em Belo Horizonte. É o que aponta a pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), que registrou uma retração de 3,9 pontos percentuais (p.p.), atingindo 68,0 pontos em abril. Esse é o menor resultado do indicador em 2021, o que contribuiu para que permanecesse no nível de insatisfação (abaixo de 100 pontos), abaixo da fronteira que sinaliza o otimismo do consumidor.

Elaborado mensalmente pela Fecomércio MG, com dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a ICF é um indicador capaz de medir, com precisão, a avaliação que os consumidores fazem, mês a mês, sobre aspectos relacionados à condição de vida de sua família, como a capacidade e a qualidade de consumo atuais e de curto prazo, o nível de renda doméstico e a segurança no emprego.

A analista de pesquisa da Fecomércio MG, Carolina Barcelos, destaca que as incertezas provocadas pela pandemia e o achatamento da renda familiar podem ter contribuído para a retração do indicador. “Na opinião dos consumidores, ainda é preciso ter cautela para ir às compras. Isso é um reflexo do agravamento da pandemia, que impôs medidas mais restritivas de circulação, como o fechamento de comércios, impactando diretamente no orçamento familiar.”

Nesta avaliação, todos os subindicadores da ICF apresentaram retração: emprego atual (de 99,9 em março para 96,3 em abril); perspectiva profissional (93,2 para 88,6); renda atual (87,5 para 84,4); acesso ao crédito (68,9 para 65,7); nível de consumo (47,1 para 44,9); expectativa de consumo (74,0 para 67,3); e consumo de bens duráveis (32,7 para 29,0).

“Ainda é necessário agir com cautela, pois o momento exige ajustes e readequação. Por isso, o consumidor precisa organizar suas contas e ficar atento para não perder o controle de sua renda. Não por acaso, a expectativa de consumo foi um dos subindicadores que registrou maior queda, 6,7 pontos abaixo do alcançado na última avaliação”, reforça a analista de pesquisa.

Para elaborar a pesquisa de abril, mil famílias residentes em Belo Horizonte foram entrevistadas nos últimos dez dias de março. A margem de erro da pesquisa é de 3,5% e o nível de confiança é de 95%.

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