Após quatro meses seguidos de expansão, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), retraiu em outubro. Com a primeira queda neste semestre, o indicador atingiu 111,2 pontos percentuais (p.p.), uma variação negativa de 2,3 pontos em relação ao mês de setembro. Contudo, em comparação ao mesmo período do ano passado, o índice cresceu 15,1 p.p. Na ocasião, o Icec marcou 95,5 pontos, embalado pelo recuo da primeira onda de Covid-19.

Elaborado pela Fecomércio MG, com dados coletados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o Icec reflete as perspectivas em relação ao futuro da economia, do comércio e das empresas, antecedendo aos resultados nas lojas. Além disso, serve de referência para as decisões sobre desenvolvimento local e subsidia os empresários em seus investimentos, controle de estoques e na geração de novas oportunidades de emprego.

O economista-chefe da Fecomércio MG, Guilherme Almeida, contextualiza o cenário atual, que varia entre o otimismo e a cautela. “A pandemia gerou muitas incertezas no empresariado, atingindo receitas e gerando diversas restrições ao funcionamento do comércio. Agora, com a flexibilização de quase todas as atividades, o empresário se sente mais confiante, embora ainda fique com receio por conta do cenário econômico e uma terceira onda de Covid-19.”

Nesta avaliação, todos os itens que compõem o Icec registraram queda. O Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (Ieec) variou negativamente 3,1 pontos, atingindo 142,2 pontos em outubro. Ele sinaliza as impressões do setor em relação aos próximos meses. Já o Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (Icaec) chegou a 95,4 pontos. Esse subindicador avalia a evolução das condições atuais da economia do país, do setor e das empresas.

Responsável por retratar os planos de melhoria na loja, ampliação de estoques e quadro de funcionários, o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (Iiec) fechou em 96,1 pontos. “Apesar de 64,8% dos empresários relatarem a intenção de ampliar o quadro de funcionários nos próximos meses, um reflexo do período de contratações temporárias, os investimentos se encontram menores para 57,9% do comércio na capital”, ressalta Almeida.

Para elaborar a pesquisa de outubro, foram entrevistados mil empresários de Belo Horizonte nos últimos dez dias de setembro. A margem de erro é de 3,5% e o intervalo de confiança de 95%.

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