Cada vez mais consolidada no calendário do comércio varejista, a Black Friday é realizada, tradicionalmente, na última sexta-feira do mês de novembro. Contudo, muitos estabelecimentos adiantam as estratégias da data para atrair os clientes, aquecendo as vendas no período. Não por acaso, 29,9% do comércio varejista mineiro pretende realizar ações para a Black Friday em 2021. É o que mostra uma pesquisa elaborada pela Fecomércio MG.

Propícia para quem deseja adiantar as compras de Natal ou adquirir produtos com preços e condições diferenciadas, a Black Friday foi criada na década de 90, nos Estados Unidos. A data foi incorporada ao calendário brasileiro em 2010; desde então se tornou estratégica para vários segmentos. Com o objetivo de atrair os consumidores, 29,0% dos empresários mineiros já planejaram suas ações para o período, sendo que 17,5% oferecerão descontos superiores a 50%.

O economista-chefe da Fecomércio MG, Guilherme Almeida, pontua que a Black Friday abriu novas possibilidades de negócios para o comércio varejista, em especial nos canais digitais. “O período movimenta uma série de atividades e proporciona a integração dos ambientes físicos e on-line. Não à toa, neste ano, 11,2% dos empresários pretendem realizar vendas on-line para a data, o que requer atenção especial aos canais de atendimento”, explica.

Entre as ações a serem adotadas pelos empresários mineiros estão a oferta de mais variedade de marcas e produtos (25,9%); a adoção de descontos e promoções (25,0%); o atendimento diferenciado (19,8%); a facilidade no pagamento (18,1%) e a divulgação/propaganda (14,7%).

“Ao todo, 45,2% dos empresários esperam que as ações proporcionem um ganho nas vendas próximo a 25% em relação ao volume rotineiro. No entanto, alguns fatores como a crise econômica e o baixo fluxo no comércio (40,5%), o desemprego e a falta de dinheiro (25,9%) e a escassez de capital para investir (20,7%) podem impactar nos resultados para a Black Friday”, pontua Almeida.

As principais ações para o período ocorrerão nos segmentos de móveis e eletrodomésticos (81,0%); equipamentos e materiais para escritório, informática e de comunicação (75,0%); tecidos, vestuário e calçados (67,0%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (61,9%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (59,5%).

De forma a tornar a pesquisa mais abrangente e completa, a análise foi realizada com 400 empresas de dez regiões de planejamento do estado (Alto Paranaíba, Central, Centro-Oeste, Jequitinhonha-Mucuri, Noroeste, Norte, Rio Doce, Sul de Minas, Triângulo e Zona da Mata). A margem de erro da análise é de 5 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

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