Consumidores planejam mais o orçamento

Para traçar o quadro da atual situação das famílias e do consumidor em relação ao orçamento domiciliar, a área de Estudos Econômicos da Fecomércio MG realizou a Pesquisa de Orçamento Doméstico de Belo Horizonte referente ao mês de junho de 2014. A análise apontou que os consumidores que planejam e seguem rigidamente o orçamento representou 36,5% das respostas, o que corresponde a 5,9% a mais que no mês anterior (30,6%). Já o índice de consumidores que planejaram e seguiram parcialmente correspondeu a 24,1% dos entrevistados. Os que fizeram o planejamento do orçamento mensal, mas não tiveram sucesso para seguir representaram 9,4% e 30% não planejam o orçamento mensal. Em contrapartida, 74,3% dos entrevistados não compraram por impulso, índice acima do apurado em maio (74,2%).

A pesquisa revela ainda que os cartões de crédito e os cartões de lojas representaram 79,4% dos compromissos financeiros que mais pesam no orçamento familiar. Dos consumidores entrevistados, aqueles que conseguiram pagar as contas em dia, mas não sobrou nenhum recurso representou o percentual de 60% em junho, frente a 54,5% no mês anterior. Já os consumidores que conseguiram planejar o orçamento familiar e ainda sobrou algum dinheiro, o índice chegou a 37,9%.

Medidas para cobrir despesas
Conforme a pesquisa, com 48% das respostas, quando a renda não é suficiente para cobrir as despesas, uma das ações adotadas é enxugar a cesta de consumo com o corte de itens e serviços considerados supérfluos. De acordo com a analista de pesquisa da Fecomércio MG, Luana Oliveira, “isso demonstra a atenção dos consumidores aos itens de primeira necessidade, interferindo nos hábitos como opção por marcas diferentes e substituição de produtos”.

Veja a pesquisa na íntegra.