Empresários do comércio mineiro se movimentam para aproveitar oportunidades das festas juninas

Segundo levantamento exclusivo da Fecomércio MG, 55,3% das empresas do comércio varejista de produtos alimentícios realizaram investimentos específicos para o período

O comércio de Minas Gerais está otimista com o retorno das festas juninas após dois anos de hiato devido à pandemia. Segundo a pesquisa “Expectativas do Comércio Varejista – Festa Junina 2022”, desenvolvida pelo setor de Estudos Econômicos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG). 55,3% das empresas do comércio varejista de produtos alimentícios investiram ou pretendem investir em produtos para o período. O movimento nas empresas tende a ser maior na segunda quinzena do mês de junho, quando serão comemorados os dias de São João (24) e São Pedro (29).

Entre os produtos que devem ter aumento de vendas no período, destacam-se canjica, amendoim e doces, que são mencionados por 72,4%, 70,3% e 44,1% dos participantes da pesquisa, respectivamente. Artigos de decoração, milho de pipoca e carnes também aparecem no radar dos empresários que fazem investimentos específicos para o período.

“Devido à ausência das festas no nosso calendário cultural nos últimos anos, existe uma demanda reprimida pelas comidas típicas do período e pelos serviços ligados à alimentação e ao turismo. Dessa forma, com a volta das festividades, as pessoas estão com grandes expectativas para poderem participar das comemorações deste ano. O que resulta em oportunidades importantes para aquecimento das vendas do comércio”, analisa a economista da Fecomércio MG, Gabriela Martins.

Segundo o levantamento, 51% das empresas do comércio varejista de gêneros alimentícios são afetadas, de forma positiva, pelo período de festa junina. Já 73,3% dos hipermercados e supermercados e 65,1% das que atuam com produtos de padaria, laticínios, doces, balas e semelhantes afirmam serem impactadas pelas comemorações. Lojas de bebidas, minimercados, mercearias, armazéns hortifrutigranjeiros, açougues e peixarias também devem sentir os efeitos.

A pesquisa foi realizada entre os dias 17 e 25 de maio de 2022. Foram avaliadas 386 empresas, sendo pelo menos 38 em cada região de planejamento. Entre as empresas que são impactadas pelo período no estado, aproximadamente, 79% acreditam que as vendas este ano serão melhores que as do ano passado. Abrandamento da pandemia e expressividade da data foram os principais motivos apontados para a expectativa por esse resultado.

Confira, na íntegra, a pesquisa “Expectativas do Comércio Varejista – Festa Junina 2022”