Índice de confiança do empresário volta a crescer em BH

Os três meses iniciais do ano encerraram com o registro da primeira alta no índice de confiança do empresário em Belo Horizonte. Em março, o indicador atingiu 86,7 pontos percentuais (p.p.) contra 84,6 pontos alcançados em fevereiro. É o que aponta o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), elaborado pela Fecomércio MG, com dados coletados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O índice reflete as perspectivas em relação ao futuro da economia, do comércio e das empresas, antecedendo aos resultados nas lojas na capital mineira. Além de servir como referência para as decisões relativas ao desenvolvimento local, o Icec subsidia os empresários em seus investimentos, controle de estoques e na geração de novas oportunidades de emprego.

O economista-chefe da Fecomércio MG, Guilherme Almeida, pontua que apesar do crescimento, o indicador permanece abaixo da fronteira do otimismo (100 pontos). “O momento ainda é de insegurança e os empresários estão mais cautelosos. Somado a isso, temos as restrições de funcionamento ao comércio na capital, que já dura pouco mais de um mês. Esse movimento impacta diretamente na confiança de quem empreende.”

O destaque foi o Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (Ieec), que sinaliza as impressões do setor em relação aos próximos meses. Esse subindicador cresceu 10,5 pontos em março, atingindo 122,0 pontos. A confiança na expansão das vendas da própria loja (75,7%), na evolução do setor (72,8%) e na melhora da economia brasileira (62,0%) contribuíram para esse resultado.

No entanto, os outros dois subindicadores registraram queda no mês de março. O Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (Icaec) recuou 2,9 p.p., atingindo 59,7 pontos. Esse subindicador avalia a evolução das condições atuais da economia do país, do setor e das empresas, além do momento atual nos estabelecimentos em Belo Horizonte.

Já o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (Iiec) registrou 78,5 pontos, valor inferior aos 79,6 alcançados em fevereiro. “Esse indicador retrata os planos de melhoria na loja, de ampliação de estoques e do quadro de funcionários. Não por acaso, 35,7% dos empresários pretendem investir um pouco menos no estabelecimento. Esse movimento pode ser explicado pela falta de previsibilidade na retomada das atividades empresariais”, alerta Almeida.

Para elaborar a pesquisa de março, foram entrevistados mil empresários de Belo Horizonte nos últimos dez dias de fevereiro. A margem de erro é de 3,5% e o intervalo de confiança de 95%.Acesse, na íntegra, o relatório do Índice de Confiança do Empresário (Icec) – Março/2021